sábado, 6 de fevereiro de 2010

DIÁRIO DE VIAGEM: EMBARCANDO EM MADRI

MADRI, 04/05 FEVEREIRO - Correria, ansiedade pela viagem longa, despedidas até chegarmos para tomar o avião e sabermos, na hora do check-in, que a Aerolíneas Argentinas, havia transferido o vôo para as 8h da manhã seguinte.

A funcionária, apenas alegou problemas técnicos a uma fila quilométrica. A companhia oferecia a estadia no Hotel - o Auditorium de Madri - e transporte. Recusamos e voltamos a casa do Mano, meu enteado, cansados e irritados, pela falta de respeito da companhia aérea argentina.

Finalmente, na manhã de sexta-feira, embarcamos em direção a Buenos Aires, uma viagem de 11 horas, atravessando o Oceano Atlântico e passando por cima de Estados brasileiros como Santa Catarina, Paraná, S. Paulo e Rio Grande do Sul.

Não sem antes registrar a queixa tanto no balcão da Aerolíneas Argentinas, como junto a Agência Estadual de Seguridad Aérea, a AENA, que controla e administra os aeroportos do país.

O interessante é que o GPS do avião mostra exatamente o momento da travessia. Em Buenos Aires, tivemos de permanecer até as 2h da madrugada, junto com um grupo de brasileiros, ouvindo desculpas esfarrapadas de funcionárias da Aerolíneas, cujo serviço está abaixo da crítica.

Cancelam vôos, promovem atrasos sem maiores satisfações ou com argumentos do tipo "estamos aguardando a chegada da tripulação", ou "o avião de Porto Alegre está atrasado", e coisas do tipo.

Depois de embarcar às 2h da manhã e enfrentar quase uma hora de turbulência (deu medo!!!), descemos em Guarulhos, às 6h da manhã deste sábado, dia 06/02.

A viagem foi ótima, mas a melhor parte é sempre esta: a volta.



DIÁRIO DE VIAGEM: PASSEANDO POR LISBOA II

LISBOA, 03/FEVEREIRO - O quarto e último dia de Lisboa, dedicamos a uma visita a Vila de Sintra, há cerca de 40 minutos pelo suburbano, que liga a Estação de Entrecampos a Sintra.

É em Sintra que estão os Palácios fundamentais para se entender a história de Portugal e do Brasil, como o Palácio Pena e o Castelo do Mouro. Subimos pelo ônibus do turismo local, ao preço de Quatro Euros, percurso completado por um bondinho até as portas do Palácio Pena.

O Palácio, um antigo mosteiro, é uma revelação dos luxos e do requinte da Monarquia Portuguesa, sob D. Fernando II e Dona Amélia, na segunda metade do século XIX. Percorremos os aposentos reais, desde o quarto do Veador (o secretário particular da rainha ou rei) e as damas de companhia.

Luxo e requinte, arte, enfim.

Dali, depois de uma visão geral do alto de Sintra, seguimos para o Castelo do Mouro, uma outra magnífica construção preservada por Dom Fernando II e que marca a presença muçulmana em território português e na Península Ibérica.

Ora de partir, pegar o trem de volta à Lisboa, não sem antes, claro, provar uma das especialidades de Sintra: o travesseiro e a quejada, doces tradicionais que só são produzidos lá.

Já em Lisboa, correr para a Estação Santa Apolônia, onde às 22h, tomaríamos o trem Lisboa/Madri, que chegou às 9h da manhã à Estação Chamartin. Viagem longa, cansativa, cansaço atenuado apenas porque conseguimos uma cabine, com cama.

Desde os tempos em que peguei o Trem da Morte pela primeira vez, em 1.976, então com 20 anos, na viagem que foi prá mim como uma espécie de iniciação até Machu Picchu, tenho o trem como o melhor meio de transporte.

Os da Espanha e Portugal são ótimos. Limpos, conservados e com um restaurante onde você pode tomar um bom vinho, vendo a paisagem passar.


DIÁRIO DE VIAGEM: PASSEANDO POR LISBOA I

LISBOA, 02/Fevereiro - O terceiro dia por Lisboa, ainda nos ônibus turismo, que permitem uma visão panorâmica desde o piso superior, com áudio-guia e a descrição das paisagens e dos monumentos, nos levaram ao Oceanorium e o Parque das Exposições, a Expo 98.

O Oceanorium é imperdível. Um aquário imenso (do tamanho de cinco piscinas olímpicas), onde você tem contato visual (quase físico) com a atmosfera de todos os oceanos e da sua fauna. Prepare-se para dar de cara com tubarões de todos os tipos, arraias imensas, o Peixe Lua, que pode chegar a pesar até duas toneladas.

O espaço foi pensado de modo a que você conhece cada espaço que circula o aquário maior, onde estão os espécimes maiores.

Saindo dali, uma boa dica é dar uma volta no Teleférico de cerca de 5 quilômetros sob o Rio Tejo, com uma visão panorâmica das Pontes Vasco da Gama e 25 de Abril, que permitem a travessia do Rio Tejo, ligando as duas partes da cidade.

Durante a tarde, depois de um almoço rápido em frente a Rua Augusta, onde está o imenso portal, que sobreviveu ao terremoto de 1.725, pegamos o bondinho 28 até a Parte velha da cidade, em especial, o Castelo de S. Jorge e o bairro Alfama, o espaço mais antigo, território histórico do Fado, e de sua principal intérprete - a cantora Amália Rodrigues - que está enterrada bem pertinho dali, a Igreja de Santa Engrácia, onde também estão os restos mortais de Pedro Álvares Cabral, e quase todos os Presidentes de Portugal.